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Hidráulica para banheiros

22/02/2013


Saiba como calcular o comprimento dos tubos e a quantidade de conexões e acessórios para instalações hidráulicas de sanitário

Para calcular a quantidade de tubos de hidráulica para sanitários em sobrados, vamos considerar que o ponto de partida é a caixa-d'água. Para a distribuição, quanto menos curvas, menor o gasto com peças de conexão. Outro ponto importante é a pressão de água, influenciada pela altura da coluna d'água. Ou seja, a diferença de altura entre o nível da água na caixa e o ponto de consumo.
Como bacias sanitárias com válvula de descarga exigem pressão de água maior do que a de outros pontos, como torneiras, é indicado prever uma coluna de distribuição exclusiva para cada vaso, com pelo menos 2,0 m de altura.
No entanto, a válvula de descarga não é a única opção. É possível, por exemplo, prever o uso de vaso com caixa de descarga acoplada, que foi a nossa opção para essa simulação. Isso porque, dessa maneira, o vaso pode ser abastecido pela coluna d'água juntamente com os demais pontos de utilização de água do banheiro, como o chuveiro.
CÁLCULO
As contas desse exemplo foram feitas levando em consideração que se trata de um sobrado com dois banheiros e caixa-d'água situada sobre eles. Cada um tem três pontos de consumo: chuveiro elétrico, vaso sanitário com caixa acoplada e torneira.
O engenheiro civil e professor do Instituto Mauá de Tecnologia, Helio Narchi, conta que a primeira providência é determinar a distância entre o ponto de saída da água no reservatório e o piso onde o mesmo se apoia. Vamos considerar que essa distância seja igual a 0,30 m, lembrando que a caixa-d'água não se apoia diretamente sobre a laje. A espessura das lajes, nesse exemplo, é de 0,10 m e o pé-direito tem 2,70 m. Conforme mostra o desenho, a coluna sai da caixa-d'água, ponto onde é instalado o primeiro joelho de 1", e desce, cruzando toda a altura da parede do banheiro do andar superior - incluindo o seu ramal de distribuição - e chegando até a 1,0 m de distância do piso do banheiro do andar inferior.

Dessa maneira, a coluna segue pela parede do segundo banheiro por 0,70 m. Nesse ponto, com um joelho, faz uma curva de 90º e segue paralela ao piso do banheiro por cerca de 0,40 m, trecho onde será instalado um registro. Depois, com outro joelho, volta a seguir em direção ao piso até chegar ao ramal de distribuição, que fica a 1,0 m de altura.
Os ramais têm bitola menor, de ½". Sendo assim, primeiro a coluna será seccionada por uma cruzeta de redução e, no andar inferior, um Tê de redução. Dessa maneira, já podemos concluir o comprimento total de tubos de 1".
Os valores a serem somados são:
» Distância do ponto de saída do reservatório até a laje = 0,30 m
» Espessura das lajes = 0,10 m + 0,10 m = 0,20 m
» Pé-direito do banheiro do andar superior = 2,70 m
» Trecho até o cotovelo = 0,70 m
» Trecho horizontal para instalação do registro = 0,40 m
» Trecho do cotovelo até o ramal = 1,0 m
São necessários, então, 5,30 m de tubo de 1", além da cruzeta, do Tê de redução, dos três joelhos e dos dois registros.
Agora, vamos calcular a quantidade de tubos e conexões necessária para os ramais. A distância entre os dois pontos de consumo mais distantes (chuveiro e torneira) é de 2,0 m.
Esse é o comprimento do tubo de ½" que compõe o ramal. Na extremidade da torneira, um joelho de 90º é suficiente para a conexão.
Já o ponto de alimentação da caixa do vaso está localizado a 0,20 m de distância do piso. Sendo assim, precisamos de outra peça Tê, essa de ½", uma seção de tubo com 0,80 m e um joelho 90º.
Por fim, o chuveiro está localizado a 2,0 m de altura. Demanda, portanto, dois joelhos de 90º, um registro e uma seção de tubo com 1,0 m de comprimento.
Já podemos fazer a soma final. Como os ramais são iguais nos dois banheiros, a soma deve ser duplicada.
Tubos de ½"
» Tubo para ramal de distribuição:
2 x 2,0 m = 4,0 m
» Tubo para conexão da caixa acoplada:
2 x 0,80 m = 1,60 m
» Tubo para chuveiro:
2 x 1,0 m = 2,0 m
São necessários 7,60 m de tubos de ½", além de oito joelhos, dois Tês e dois registros.
http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/190/artigo276023-1.a
 

 

 


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